Grande parte da Floresta Atlântica está atualmente concentrada nas encostas das serras litorâneas sul-brasileiras. O relevo íngreme foi um fator favorável à que estas florestas permanecessem inacessíveis às investidas das industrias madeireira e agropecuária, constituindo-se atualmente nos últimos refúgios da flora e fauna da Mata Atlântica catarinense. Estes ecossistemas montanhosos abrigam uma diversidade biológica extremamente alta devido a heterogeneidade de ambientes. Inúmeras espécies da flora e fauna ameaçadas de extinção estão abrigadas nestas encostas.
A conservação só é atingida plenamente quando a comunidade participa do processo. Isto acontece quando as atitudes e percepções são alteradas por novos conceitos sobre o uso dos recursos do meio ambiente. Igualmente, quando a comunidade busca novas alternativas econômicas menos agressivas ao ecossistema. Muitas vezes isto não acontece devido à falta de oportunidades e acesso a conhecimentos destas alternativas. A sustentabilidade parece uma utopia, mas deve ser buscada e praticada. Precisamos uma educação da população para a conservação, não apenas no sentido da educação ambiental, mas uma capacitação para o melhor e mais eficiente uso da terra. A educação ambiental entra, não apenas no sentido de conservar, mas de integrar o homem como um habitante do ecossistema, que o utiliza de uma forma eficiente e menos destrutiva.
A Associação Montanha Viva busca, através da pesquisa em Biologia da Conservação, estratégias para harmonizar a interação entre o homem e o ecossistema. A Educação Ambiental é uma ferramenta que permite levar às comunidades o conhecimento dos ecossistemas onde estão inseridas e proporcionando uma visão mais adequada para um melhor uso e conservação da terra.